11ª Febrac consolida desenvolvimento do polo calçadista de Nova Serrana

Bom momento da economia do polo animou expositores, que sugerem a mudança na periodicidade da feira

Crédito: Chrystiam de Lima.

Terminou ontem, 31 de agosto, a 11ª Febrac – Feira de Máquinas e Componentes para Calçados. A feira, que acontece a cada dois anos, reuniu fornecedores de segmentos relacionados à cadeia produtiva do setor calçadista e possibilitou aos industriais do polo calçadista de Nova Serrana a atualização de seu parque fabril, bem como de conhecimentos sobre tendências em matérias-primas e novas tecnologias em processos e materiais.

Na Febrac, os profissionais que atuam no setor calçadista e até mesmo na indústria de forma geral têm a possibilidade de ver, na prática, o que as mais inovadoras soluções podem oferecer. Julio Cunha, gerente geral da Flip Indústria e Comércio, de Divinópolis, levou algumas amostras de seus produtos para testar o funcionamento de uma máquina nova. “Vim à feira para procurar uma máquina específica para minha fábrica e pude trazer alguns produtos para testá-la e ver se o investimento vale a pena. Gostei muito do resultado e é bem provável que eu a compre”, afirma. O aluno do curso de Eletrônica do SENAI de Divinópolis, Alex Oliveira, participou pela primeira vez da Febrac. Trazido pelo seu professor junto à sua turma, o jovem viu durante a visita novas possibilidades para seu futuro profissional. “Depois do curso, tenho planos de montar meu próprio negócio para dar suporte às empresas e, possivelmente, me especializarei em máquinas industriais. Na Febrac eu conheci as máquinas e entendendo os processos delas, além de aprender coisas novas, conhecer os materiais que são usados nas máquinas e como a produção de calçados funciona”, declara.

Durante a 11ª Febrac, as máquinas expostas funcionaram em tempo integral e proporcionaram aos visitantes contato prático com novas tecnologias. Crédito: Chrystiam de Lima.

O ambiente proporcionado pela Febrac é de inspiração. A empresária Helena Souza, proprietária da Lara Mello, de Nova Serrana, aproveitou a feira para se atualizar. “A Febrac é extremamente importante, pois nos traz as novidades que nem sempre conseguimos ter acesso, além de apresentar tendências em componentes para a próxima estação. Também aprendi bastante nas palestras oferecidas”, conta Souza. Através da Febrac, toda a cadeia produtiva se une para seu fortalecimento. “Muitos fornecedores com os quais conversei afirmaram estarem satisfeitos com o resultado da feira e pretendem participar da próxima edição com estandes maiores e mais novidades para o polo calçadista. É uma feira completa, tanto que precisei comparecer todos os dias, para encerrar minhas negociações”, explica o empresário Antônio Pessoa, proprietário da Massey Calçados, de Bom Despacho/MG.

 

Doação

A fábrica modelo da 11ª Febrac produziu, durante os três dias de evento, 193 pares de calçados que serão doados às instituições APAE e Sociedade São Vicente de Paulo, ambas de Nova Serrana. Os calçados foram produzidos pelos alunos do curso de montagem de calçados do SENAI de Nova Serrana e serão entregues às instituições na próxima terça-feira, 5.

Os diretores das empresas Isa Tecnologia e Grupo Sazi entregam os pares de calçados produzidos na fábrica modelo da 11ª Febrac aos alunos e ao diretor do SENAI de Nova Serrana, Rômulo Maciel.

Os diretores das empresas Isa Tecnologia e Grupo Sazi entregam os pares de calçados produzidos na fábrica modelo da 11ª Febrac aos alunos e ao diretor do SENAI de Nova Serrana, Rômulo Maciel.

A fábrica modelo foi trazida pelas empresas Isa Tecnologia e Grupo Sazi e funcionou durante todo o período da feira. No espaço, foram apresentadas máquinas com capacidade produtiva de mais de 500 mil pares por dia, utilizando tecnologia nacional que reduz custos e melhora a qualidade do produto.

 

Ânimo

Expondo pela primeira vez na Febrac, a Componarte, empresa de São João Batista/SC especializada em tecidos laminados, PU, estamparia e dublagens, aposta no crescimento do polo calçadista de Nova Serrana. “O polo está despontando cada vez mais com produtos inovadores em moda. O mercado local é ótimo e favorece nossos produtos. Gostamos muito de participar e certamente estaremos na próxima edição”, ressalta Eduardo Silveira, representante da empresa para o estado de Minas Gerais. Mesmo com um produto com funções que atendam vários segmentos da indústria, a Glory Laser, que fabrica máquinas de corte a laser em materiais, também viu grandes oportunidades ao expor na Febrac. “Nosso produto é bem específico e, ainda assim, a feira está sendo interessante para a empresa. A cidade é uma referência industrial e abrange vários segmentos, além de estar crescendo muito. Vale a pena investir aqui”, afirma Rogério Lacerda, gerente de operações da empresa.

Os expositores acreditam que o status de Nova Serrana no cenário econômico nacional favorece a participação na Febrac. “Nova Serrana é um dos grandes polos nacionais de calçados. A economia também começou a reaquecer, o que é mais um motivo para investir na região. Acredito que a feira nos trará bons resultados”, comenta Fernando da Silva, representante da Orisol, de Campo Bom/RS. A Tecidos York, empresa especializada em laminados, expôs pela segunda vez na Febrac e também obteve bons resultados na feira. “Comparada à nossa primeira participação, notamos que a feira está maior. A visitação foi muito boa, com clientes de qualidade. Valeu a pena participar de novo”, acredita Ana Cristina Liza, gerente de desenvolvimento da empresa.

A 11ª Febrac teve crescimento de 35% no número de expositores, comparada à 10ª edição, realizada em 2015. Crédito: Chrystiam de Lima.

Com crescimento de 35% no número de expositores em relação à 10ª edição, realizada em 2015, a 11ª Febrac ressalta a importância e o potencial econômico do polo calçadista de Nova Serrana. Expositores de todo o país apostam na feira como impulsionadora do desenvolvimento local, enquanto os fabricantes da região aproveitam o evento para se animarem e investirem em seu crescimento. “Todas as expectativas que tínhamos com a realização da 11ª Febrac foram superadas. A feira foi um sucesso em visitações e negócios. A pedido de vários participantes, já estamos estudando a possibilidade de realizar o evento anualmente. Isso significa que o potencial de nosso polo é muito grande, pois há fornecedores interessados em investir na região, bem como industriais com visão e vontade de crescer”, finalizou Pedro Gomes da Silva, presidente do Sindinova.

 

Antônio Azevedo
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